Getúlio Vargas: O Suicídio do “Pai dos Pobres”

Nascido em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1882, vinha de uma família que possuía grande influência na política gaúcha, uma vez que eram estancieiros. Logo, devido a tal influência exerceu ofícios no direito e na política. Porém, em sua adolescência, com 16 anos de idade, decidiu seguir carreira militar, ingressando em um batalhão local. Aos 18, foi expulso da corporação. Mesmo assim, voltou em 1903, sem imaginar que uma crise entre Brasil e Bolívia ocorreria, o que fez com que iniciasse na faculdade de direito, graduando-se em 1907.

Foi na faculdade onde aguçou seus interesses na política e, aos poucos, aproximou-se de grupos que detinham grande poder no Estado. De 1913 a 1917, dedicou-se à advocacia, mas foi eleito deputado estadual no mesmo ano. Em 1922, conquistou uma vaga de deputado federal e exerceu o cargo até 1926, quando Washington Luís ascendeu à presidência. Depois que Vargas foi indicado para o Ministério da Fazenda, tornou-se presidente da República em 1928.

É conhecido na história brasileira por seu longo período no poder. Ao todo, foram 19 anos no cargo. Em seu governo, criou a imposição de uma política trabalhista, salário-mínimo, Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), o novo monopólio petrolífero, Petrobras, transformou o candomblé em uma religião nacional, entre outras ações que tomou.

Em agosto de 1954, o governo não estava em seu melhor momento, mas tudo piorou quando ocorreu o “Atentado da Rua Tonelero”. As investigações apontaram que o mandante do crime ao maior opositor de Vargas teria partido do chefe de segurança do Palacio do Catete. Então, Getúlio passou a ser isolado politicamente e pressionado a renunciar o cargo. Optou pela saída mais extrema: no dia 24 de agosto de 1954, redigiu uma carta e cometeu suicídio com um tiro no peito.

O Brasil ficou em choque. Seu velório mobilizou milhares de pessoas no Rio de Janeiro e a população passou a ter ódio dos adversários políticos de Vargas. Um exemplo foi Carlos Lacerda, que teve de sair às pressas do país. Atualmente, no Museu da República, localizado no Rio de Janeiro, está preservado o quarto onde cometeu suicídio, assim como o pijama, arma e a bala.

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