Por demarcação de terras, indígenas fazem protesto em Brasília aguardando decisão do STF

Alguns indígenas protestaram em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta sexta-feira (27), contra o "marco temporal" que demarca as terras das etnias. O Supremo Tribunal Federal (STF) já ia julgar a pauta, nesta quinta-feira (26), mas adiou o tema, inesperadamente, para o dia 1º de setembro; esperando que, até lá, o acampamento dos índios seja desfeito.

Os manifestantes atearam fogo em "caixões" de papelão com os nomes "marco temporal, não", "fora garimpo" e "fora grileiros", em frente ao Palácio do Planalto.

O cacique Marcos Xukuru, de Pernambuco, disse que o grupo ainda não decidiu se o acampamento será desmontado, neste sábado (28) ou se continuará em Brasília até que o julgamento do STF seja realizado.

- Mas, mesmo assim, até quarta, todas as frentes estarão unidas e mobilizadas. Se não for em Brasília, será nas nossas terras - avisa.

O julgamento foi interrompido pelo Supremo porque mais de 30 entidades se cadastraram para falar durante o julgamento.

Pelo critério do "marco temporal", os índios só podem reivindicar a demarcação de terras nas quais estiveram estabelecidos antes da data de promulgação da Constituição de 1988.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, se manifestou sobre a demarcação das terras indígenas e disse que esperava que o STF não prejudicasse o agronegócio brasileiro.

- A gente acredita e espera que o Supremo não reinterprete o marco, porque, se começar a termos problemas para produzir, vamos ter problema na balança comercial e na inflação de alimentos, que, sim, existe. Ninguém nega isso. Vai aumentar mais ainda. Pode ter algo pior que inflação. Pode ter desabastecimento - disse, nas redes sociais.

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