Denunciada por venda de vagas na PM, Coronel vai para reserva com salário de R$ 35,4 mil

A coronel da Polícia Militar do Pará, Andrea Keyla Rocha, pediu para ser transferida à reserva remunerada da instituição. Ela é investigada pela venda de vagas em concursos públicos da polícia ambiental de Santarém. O pedido foi aceito e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta segunda-feira (30). Andrea continuará recebendo remuneração de R$ 35,4 mil.

Andrea Keyla responde na Justiça Militar pela venda de vagas e outros crimes, na polícia ambiental de Santarém, quando ela comandava o quartel até julho de 2020. Ela foi denunciada em um extenso dossiê pelos próprios colegas militares que eram subordinados a ela. Além da coronel, o sargento Gildson dos Santos Soares também foi delatado pelos companheiros e está preso.

Em virtude da investigação em andamento e para Andrea keyla não atrapalhar o processo, ela foi afastada do quartel de Santarém por 120 dias até o final das apurações. Mas, já residindo em Belém, surpreendentemente, neste mês, a coronel chegou a ser nomeada pelo comandante-geral da PM, coronel Dilson Júnior, para o comando de Policiamento Especializado de Belém (CPE), a Polícia Rodoviária.

A decisão do comandante-geral não teve apoio entre os militares e foi duramente criticada nas redes sociais. Sem saída, ele revogou a nomeação e, no dia seguinte, nomeou a coronel na condição de adida à Subseção de Controle de Cessão e Agregação de Policiais Militares. Porém, Keyla preferiu sair da ativa da PM e solicitou reserva.

No processo que corre na Justiça Militar, Andrea Keyla e Gildson respondem ainda por crimes de ameaça de morte, assédio moral, falsificação de documentos e tortura.

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