MPF quer condenação para jornalista investigativo Allan dos Santos por ameaça a Barroso

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu, nesta segunda-feira (30), da decisão da juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, que rejeitou denúncia contra o jornalista investigativo Allan dos Santos, proprietário do canal Terça Livre. Ele é acusado de supostas ameaças contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

A magistrada disse que não há crime de ameaça, nem incitação a crime, nas falas do jornalista, feita em novembro de 2020, quando Allan, em vídeo na internet, mandou recado a Barroso; para que ele saísse dos meios digitais para “ver o que a gente faz com você”. Segundo o MPF, houve promessa de violência a uma autoridade.

- Tira o digital, se você tem culhão! Tira a p** do digital, e cresce! Dá nome aos bois! De uma vez por todas Barroso, vira homem! Tira a p** do digital! E bota só terrorista! Pra você ver o que a gente faz com você. Tá na hora de falar grosso nessa p**! - afirmou no perfil do Terça Livre, que tem mais de 1 milhão de seguidores e é o maior canal conservador de notícias e análises políticas da América Latina.

A juíza, porém, entendeu que Barroso não pode se sentir intimidado com as críticas e indeferiu o pedido.

- Um magistrado não pode nem deve ser facilmente intimidado – disparou ela, acrescentando que o ministro possui segurança pessoal paga com dinheiro público e saber que, caso fosse ameaçado, a violência não seria concretizada.

O MPF alega que Allan dos Santos ameaçou de lesão corporal Barroso e que “o fato de a autoridade ter à sua disposição vigilantes apenas mitiga o risco, mas não impossibilita a sua ocorrência.”

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