MBL denuncia Bolsonaro em tribunal internacional por genocídio na pandemia

O líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renato Battista, denunciou o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. Ele acusa o chefe do Planalto de má gestão durante a pandemia da Covid-19 e, consequentemente, genocídio.

- Denunciei Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional pela condução desastrosa da pandemia e pela omissão de Augusto Aras em investigar o presidente. Pedi a abertura de investigação e sua prisão preventiva – alegou.

O MBL argumenta que o presidente Bolsonaro incentivou a "imunidade de rebanho", fez apelos para o povo brasileiro não se vacinar e usarem medicamentos sem eficácia comprovada e ignorou medidas de distanciamento social.

Battista disse que Bolsonaro deveria estar preso para, supostamente, evitar que atitudes irresponsáveis continuem perdurando no Brasil.

Bolsonaro já foi denunciado, em Haia, outras quatro vezes. O tribunal, que tem sede na Holanda, julga exclusivamente crimes como genocídios, contra a humanidade, de guerra e de agressão.

O chefe da divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, João Lucas Quental, afirmou, na quinta-feira (12), que foram arquivadas cinco queixas contra o presidente existentes no Tribunal. Ele acredita que esta denúncia também será ignorada por falta de provas.

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