Temer, articulador da carta de Bolsonaro ao Supremo, afirma que não haverá crise institucional

No que depender do presidente da República, Jair Bolsonaro, não haverá crise institucional entre os Poderes.

A carta, articulada pelo ex-presidente do Brasil, Michel Temer (MDB), é a prova mais pura de que o Governo Federal tenta manter as autoridades cada uma em seu devido lugar; a fim de que o Executivo possa governar sem interferências externas.

Estudo feito pela presidência em agosto deste ano mostrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) interferiu, em dois anos que Bolsonaro está governando, nada menos que 124 vezes.

Temer redigiu boa parte do texto que Bolsonaro fez questão de ler na live semanal que faz para prestar contas das ações governamentais. O aceno para as outras autoridades pegou o Legislativo e o Judiciário de surpresa; já que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e o ministro Luis Roberto Barroso, por exemplo, vinham constantemente falando em público que o chefe do Planalto era o responsável por “esticar a corda” e colocar em risco as “instituições democráticas”. Mas, a carta de ontem mostrou o contrário.

- Vi tanto entusiasmo nele (Bolsonaro), nas pessoas que se manifestaram e nas pessoas do Governo, que eu não vejo risco (de nova tensão). Mas, evidentemente, não posso garantir o que vai acontecer lá na frente. Mas, não creio (em recuo), é um documento escrito, não é uma fala verbal - elogiou Temer a atitude de Bolsonaro em entrevista ao GLOBO.
- Fiz uma conversa inicial com ele, antes de apresentar o documento, mostrando que era importante para o país. Que ele, como presidente da República, deveria também pregar uma certa pacificação porque seria útil pra ele, para o país e útil para o governo. E ele logo se convenceu, não teve dúvida em relação a isso - completou.

Além da carta escrita, Temer ainda intermediou uma ligação telefônica entre Bolsonaro e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O conteúdo, porém, não foi revelado.

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