Ministro da CGU perde a paciência com senadora de oposição e fala: “Descontrolada e só diz inverdades”

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, perdeu a paciência com a senadora de oposição Simone Tebet (MDB-MS), após a parlamentar dizer que o servidor não era “advogado” da União, em depoimento dele, nesta terça-feira (21).

A senadora acusava a CGU de ser omissa na investigação da negociação do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos, sobre a compra não-efetuada da vacina indiana Covaxin. Ao passo que o Ministro levou documentos comprovando que não houve irregularidades por parte do Governo Federal; uma vez que a aquisição dos imunizantes nem chegou a ser realizada.

Descontente com a atuação de Wagner Rosário, Tebet disse que o ministro só fazia defender o governo do presidente Jair Bolsonaro e se negava a “destrinchar as irregularidades”.

Em resposta à acusação da senadora, Wagner Rosário sugeriu que ela "lesse tudo de novo", pois só havia dito "inverdades". Simone retrucou e disse que ele não poderia dar ordens a uma senadora da República e o ofendeu de "menino mimado". O ministro da CGU rebateu e disse que ela estava "descontrolada".

Em outra ocasião, durante a fala de Otto Alencar (PSD-BA), que o insultou de "moleque de recados" do presidente Bolsonaro, Rosário também contestou a declaração do parlamentar e disse que não responderia "em respeito à idade" dele.

Otto Alencar, por sinal, é o mesmo congressista que, em junho deste ano, chamou a atenção ao ofender a médica oncologista e imunologista Nise Yamagushi durante o depoimento dela à CPI. Na época, ele falou: “A senhora não sabe nada de infectologia”.

No final da reunião, Simone Tebet e Wagner do Rosário se encontraram e o ministro pediu desculpa em particular a ela.

— Vamos dar por encerrado esse capítulo — disse Tebet.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) admitiu que Rosário saiu "do tom", mas esclareceu que ele foi acusado de prevaricação e atacado incessantemente pelos parlamentares de oposição que queriam uma fala de críticas ao Governo Bolsonaro:

— Era essa a situação que os membros da CPI queriam criar: de constrangimento para o ministro — afirmou.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) acusou a cúpula da CPI de fazer teatro e impedir que o ministro e outros parlamentares questionassem sobre os recursos federais repassados a Estados e municípios, em especial ao Consórcio Nordeste que, inclusive, está sendo investigado pela CGU.

— Sim, houve prejuízo ao erário. O valor total investigado em todas essas 71 operações foi de R$ 4,2 bilhões, com prejuízo potencial de R$ 250 milhões e prejuízo efetivo e já mensurado R$ 56,4 milhões — afirmou Wagner Rosário.

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