MP acusa Jairinho de assassinar Henry por sadismo e Monique por interesse financeiro

Começa, nesta quarta-feira (6), as audiências de instrução e julgamento sobre o assassinato do menino Henry Borel, de 4 anos. Ele morreu por espancamento, enquanto estava na casa da mãe, a professora Monique Medeiros e do ex-namorado dela, o ex-vereador e médico, Dr. Jairinho, março deste ano.

O MP acusa Jairinho de matar o menino por puro prazer sádico. Monique, por sua vez, teria motivações financeiras.

- A qualificadora do crime de Jairinho é o sadismo, a satisfação, o prazer em machucar Henry e outras crianças. Já o motivo da Monique é se beneficiar da vantagem financeira nessa situação - esclareceu o promotor Fábio Vieira.

À princípio, Jairinho e Monique disseram que os hematomas no corpo da criança eram resultado de uma suposta queda da cama. Mas, a professora, que não é mais namorada de Jairinho e não tem o mesmo advogado, planeja prestar outro depoimento e mudar sua versão do crime.

- Ela precisa e quer falar o que aconteceu. Essa é a primeira vez que ela vai ter essa oportunidade. No primeiro depoimento, ela estava protegendo Jairinho. Agora, a história vai ser a verdadeira - justificou Thiago Minagé, que atua na defesa de Monique.

Jairinho já é acusado por duas ex-namoradas de agressão aos filhos dela. Ele nega todas as acusações.

As audiências de instrução servirão para que o juiz entenda que a denúncia do MP está, realmente, comprovada. Em caso positivo, o casal irá a júri popular.

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