Juíza do caso Henry manda recado “avulso” e dispara: “Aqui não é CPI. Isso não vai virar circo!”

A juíza Elizabeth Machado Louro, que atua no caso do menino assassinado Henry Borel, de 4 anos, teve que intervir na briga do promotor do Ministério Público, Fábio Vieira, e o advogado de defesa da mãe do garoto morto, Thiago Minagé.

Para conter os profissionais da Justiça, ela foi logo taxativa no início do julgamento:

– Aqui não é CPI!!! Aqui, a gente está para ouvir a testemunha. Isso aqui não vai virar circo!!!! - disparou a magistrada.

Vieira e Minagé discutiam durante a oitiva do delegado Henrique Damasceno. O policial foi interrompido pelo advogado de defesa, alegando que ele não estava focando em fatos; mas que apenas emitia opiniões sobre o assunto.

Damasceno sustenta que o menino já chegou morto ao hospital.

– Ficou, expressamente, demonstrado pela equipe médica e pelos laudos periciais que, embora tenha sido submetido a manobras de ressuscitação por bastante tempo, em nenhum momento ele (Henry) apresentou frequência cardíaca. Ele já chegou morto (ao hospital), conseguiu terminar a frase o delegado, depois que a juíza interviu na postura de Minagé.

E foi mais longe ao afirmar que o menino não recebeu os primeiros-socorros em casa.

– Você soprar a boca de uma criança no colo, desfalecida, não é o procedimento certo em um caso como esse - pontuou.

Visivelmente contrariado, Thiago Minagé disse que vai até a última instância: o Supremo Tribunal Federal (STF); a fim de que sua cliente garanta a nulidade do processo.

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