Tedros se esquiva de pergunta sobre o fim da pandemia e diz que problema “acabará quando todo mundo decidir”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, causou surpresa para quem participava da Cúpula Mundial Sobre a Saúde, em Berlim, neste domingo (24). Ao ser questionado sobre quando a pandemia da Covid-19 iria acabar e as atividades voltariam ao normal, o biólogo etíope disse:

- A pandemia acabará quando todo mundo decidir acabar com ela. Está nas nossas mãos. Dispomos de todas as ferramentas de que precisamos para isso - despistou, sem mencionar que o mundo sofre com as consequências do coronavírus desde o início de 2020, quando os primeiros casos foram confirmados em Wuhan, na China.

Além dessa declaração genérica, o diretor da OMS, limitou-se a pedir que países ricos distribuam as vacinas excedentes contra a Covid-19 a outras nações que não têm condições de adquirir imunizantes.

A OMS quer que 70% da população mundial esteja imunizada contra a Covid-19 até o final do primeiro semestre de 2022. Mas, deixa sob responsabilidade dos órgãos federais de Saúde de cada país quais vacinas utilizarão, de quem vão comprar e como será organizado o esquema vacinal.

- O objetivo é alcançável, mas só se os países e as empresas que controlam o abastecimento traduzirem suas declarações em fatos - ressaltou, admitindo, em seguida, que a pandemia “está longe de acabar"; já que ainda são registradas" cerca de 50 mil mortos semanais" no mundo.

No mesmo dia em que Tedros deu as declarações, o governo da China adiou as maratonas de Wuhan e Pequim em virtude de 130 casos confirmados em uma semana. As competições ocorreriam no dia 24 e 31 deste mês, mas as autoridades cancelaram o evento com receio de novo surto.

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