Oposição vai pressionar autoridades no Brasil e no exterior a darem prosseguimento às investigações da CPI da Covid

Mal a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou o relatório final proposto pelo senador de oposição Renan Calheiros (MDB-AL) e pediu o indicamento de 80 pessoas, os integrantes do colegiado, agora, miram nas providências que podem ser tomadas fora do âmbito do Congresso Nacional.

É que o relatório será entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Augusto Aras, nesta quarta-feira (27). Mas, para pressionar o PGR a decidir de acordo com os critérios que a própria CPI almeja, os senadores criarão um tal de “observatório”, que acompanhará todos os procedimentos e andamentos no Brasil e no exterior. Tudo para, segundo eles, conseguirem pena dos indiciados.

Augusto Aras já avisou aos senadores de oposição ao Governo do Presidente Jair Bolsonaro que não dará nenhuma “olhadinha” no relatório antes que o órgão da PGR que fiscaliza as políticas públicas da pandemia, o Gabinete Integrado Covid-19 (Giac), faça a sua “análise prévia”. Apenas depois que a entidade se manifeste a respeito do conteúdo dos documentos, é que ele definirá se vai instaurar investigações ou apresentar denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro e autoridades com foro privilegiado julgadas e indicadas por senadores que são investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Com a resposta de Aras na ponta da língua, a cúpula da CPI voltou suas atenções para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que estará “vigilante” esperando manifestação de Lira a respeito do suposto “crime de responsabilidade atribuído a Jair Bolsonaro.

Lira respondeu na mesma “pisada” e rebateu a crítica, afirmando que o texto ainda nem chegou nas mãos dele.

— Eu aqui estou esperando tranquilamente para ver o posicionamento, se os deputados da Casa vão ser incluídos no relatório porque expressam o seu pensamento. Se eles cometeram crime ou não, eu estou esperando para me posicionar em relação a esse evento como presidente da Casa — afirmou.

Após pressionar parlamentares no Brasil a acatarem os indiciamentos, os integrantes da CPI planejam visitar a autoridades e cortes internacionais para reforçar as denúncias contra Bolsonaro e seus aliados. Eles esperam se reunir com a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Ela, por sinal, já fez críticas públicas ao presidente Bolsonaro.

Além de tudo isso, Randolfe, que também já foi quase “pros finalmente” com Bolsonaro, está articulando com entidades civis e juristas um grupo de monitoramento para não deixar o processo no esquecimento.

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