Operação “Lava Jato” vai continuar investigando empresas ligadas a Lulinha, decide TRF3

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) determinou, nesta quinta-feira (28), que Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Siva (PT), continuará sendo investigado em âmbito Federal.

A 69ª fase da “Lava Jato” de Curitiba afirmou que a empresa de telefonia Oi/Telemar repassou R$ 132 milhões para um grupo de empresas chamado Gamecorp/Gol, que tem como um dos proprietários o próprio Lulinha.

A Operação da Polícia Federal apurou que os repasses eram, na verdade, pagamento de propina da Oi/Telemar em troca de favores ao governo petista, de acordo com reportagem publicada pelo Estadão.

Os advogados de Lulinha queriam que a Justiça Federal de São Paulo continuasse investigando o caso, mas a 10ª Vara Federal em São Paulo considerou que a maior parte dos crimes sob investigação tinha acontecido no Rio de Janeiro e decidiu transferir o caso. O TRF3 foi acionado e a competência permanceceu em São Paulo.

O TRF-3, por sinal, é o mesmo que, em março deste ano, suspendeu a investigação contra Lulinha e outros dois acusados.

Na época, o desembargador federal José Marcos Lunardelli disse:

- Defiro os provimentos liminares pleiteados para conceder efeito suspensivo aos recursos interpostos por Fábio Luís Lula da Silva, Fernando Bittar e Pedro Jereissati - escreveu na decisão, alegando que a competência para julgar o caso ainda não havia sido escolhida.

O Ministério Público Federal apurou que, de 2004 a 2016, os mais de R$ 132 milhões foram usados, inclusive, para a compra do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo.

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