Com pautas conservadoras, Kast assume liderança nas intenções de voto do Chile

O advogado José Antonio Kast, 55 anos, do Partido Republicano, viu sua porcentagem aumentar seis pontos percentuais nas últimas semanas e, agora, lidera as pesquisas para a Presidência do Chile. O pleito ocorrerá dia 21 de novembro.

Mas, o que Kast fez para ter um crescimento tão vertiginoso a poucas semanas do pleito? A receita é simples: o conservador vem “batendo forte” em temáticas a favor da família e conceitos cristãos.

Tanto é verdade que a direita tradicional vem ganhando, cada vez mais, adeptos no Chile. Uma prova disso é que, nas eleições presidenciais de 2017, Kast aparecia em quarto lugar, com apenas 8% dos votos. Em 2021, ele “desceu do muro” e resolveu apostar na tríade “Deus-Família-Pátria”: prometeu tirar o país do Conselho de Direitos Humanos da ONU, fechar o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) do Chile e lançou um programa que vai dar subsídios a famílias compostas por pai, mãe e filhos. Também já avisou aos abortistas que a interrupção voluntária da gravidez voltará a ser crime no país.

Diante de tantas mudanças e com um plano de governo mais conservador, o “Bolsonaro do Chile” deslanchou nas pesquisas eleitorais. Em segundo lugar, logo atrás dele, vem o deputado de esquerda Gabriel Boric, 35, ex-líder estudantil, e, em terceiro, quem aparece é a senadora democrata cristã Yasna Provoste.

Até agora, o segundo turno está entre Kast e Boric. Pois, entre eles, há apenas um percentual de diferença. Quem dos dois assumirá o comando do país ainda é uma incógnita. Mas, uma coisa é certa: Kast está na vantagem e ele sabe disso. Apenas o advogado – dentre todos os seus oponentes – teve crescimento-relâmpago em tão pouco tempo. Em 2018, Kast escolheu um lado e o colocou em prática em 2021. Depois da tentativa de assassinato contra o, então candidato, Jair Bolsonaro, ele escreveu uma carta para o brasileiro na qual disse:

- A missão de Bolsonaro é vital para toda a América Latina -

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