O mercado de livros cresce em quase 40% no Brasil

O setor livreiro do Distrito Federal do Brasil ainda está se recuperando da pandemia da Covid-19. Após o duro ano de 2020 os dez primeiros meses de 2021 bateram recorde de produção e venda de livros comparados ao mesmo período do ano passado. O faturamento saltou de R$ 1.250.271.327,06 para R$1.674.915.594,75, um crescimento de 33,96%, segundo pesquisa feita pela Nielsen BookScan e divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Grandes marcas se preparam para a próxima remessa, livreiros autônomos também veem uma grande oportunidade nas livrarias de bairro.

Entretanto, editores e representantes, experientes no setor, olham com cautela tais acontecimentos. Uma vez que, os preços no mercado do papel, teve um aumento de 21% nos últimos dias, e do frete das transportadoras, sem contar o preço do combustível, que vem sofrendo altas frequentes nos últimos meses

O presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, Marcos Linhares lembra também que um dos motivos do setor ter tido uma reação menor em 2020 foi por conta de as livrarias estarem fechadas, então as pessoas consumiam livros pela internet.

- Enfrentamos uma crise anterior à Covid. Tivemos a quebra dos dois maiores grupos livreiros do Brasil, a Saraiva e a Cultura. Já vínhamos em um processo difícil quando vieram a pandemia e o fechamento das livrarias. Dá para imaginar o impacto nas vendas. As pessoas ainda gostam de ir à livraria. Essa recuperação, em primeiro lugar, é boa, mas normal. Com a reabertura das livrarias, as pessoas vão voltar a consumir - comentou.

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