Touro de ouro da B3 é vandalizado pela segunda vez

A escultura desenvolvida pelo artista plástico Rafael Brancatelli, em parceria com o economista e apresentador Pablo Spyer, o “Touro de Ouro” que foi instalado em frente a sede da B3, a Bolsa de Valores Brasileira, em São Paulo, nessa semana, já foi vandalizada duas vezes em pouquíssimo tempo que está à mostra.

Movimentos sociais ligados ao PSOL, composto por muitos jovens mascarados, estão pichando a obra ou fazendo colagens em torno dela. Eles alegam que é uma luta contra a fome e a desigualdade no Brasil.

- (Expor) a contradição entre a existência de bilionários, enquanto o povo vive à procura de ossos de boi e carcaças de frango - justificou o coletivo “Juntos”.
- A intervenção na escultura inaugurada em frente a Bolsa de Valores em São Paulo é parte da campanha do nosso movimento que busca dizer que Nem a fome, nem os bilionários deveriam existir: taxar os ricos para combater a crise - justificaram-se no Twitter.

A obra de arte pesa quase uma tonelada e tem cinco metros de comprimento. É uma reprodução do touro de Wall Street, em Nova York, demonstrando a habilidade, coragem e força do mercado financeiro nos Estados Unidos. A do Brasil, representa a força do povo brasileiro em meio a muitas tribulações.

O touro representa também o otimismo, a esperança de dias melhores. O primeiro deles foi construído pelo artista siciliano Arturo Di Modica, em 1989. Ele é enorme: tem 3,4 metros de altura, 4,9 metros de comprimento e pesa 3,2 toneladas.

O italiano colocou a obra em frente á Bolsa de Valores de Nova York na calada da noite. No dia seguinte, as autoridades queriam retirá-la e as pessoas que passavam pela rua diziam detestar o aspecto bravo do animal. Hoje, é uma das atrações mais fotografas da metrópole.

O escultor morreu em fevereiro deste ano, aos 80 anos de idade, afirmando:

- É a força e poder do povo -

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