Xi Jinping diz que religiões terão que "se adaptar ao socialismo"

O ditador da China, Xi Jinping, de 68 anos, mandou um duro recado para os líderes religiosos que insistem em trabalhar no país, no final de semana passada, durante uma conferência sobre assuntos religiosos, em Pequim.

O presidente da potência asiática disse que as religiões poderão atuar "livremente" no país, desde que "trabalhem em conjunto com o modelo socialista".

- Esforços são necessários para reunir e orientar melhor os crentes religiosos a trabalhar em conjunto com o público em geral para desenvolver a China em um grande país socialista moderno em todos os aspectos e realizar o sonho chinês de revitalização nacional - disse, em tom ameaçador.

E completou:

- As religiões na China têm sido cada vez mais chinesas na orientação e os grupos religiosos têm aumentado seu reconhecimento da pátria, da nação chinesa, da cultura chinesa, do Partido Comunista Chinês e do socialismo com características chinesas - acrescentou.

Apesar do discurso de Xi Jinping, a China tem sido denunciada por organizações missionárias cristãs por perseguir, implacavelmente, membros da igreja. O Governo do ditador é acusado de impedir a distribuição de material evangélico no país, multar os crentes, fechar gráficas e até prender quem for flagrado fazendo cópias de hinos cristãos.

- Qualquer conteúdo religioso torna a questão política, não religiosa. Embora faixas nas ruas digam que as pessoas têm crenças religiosas, a única fé que elas podem praticar livremente é a do Partido Comunista - disse o gerente da Bitter Winter, uma publicação que monitora as violações da liberdade religiosa na China.

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