Barroso defende a regulação das redes sociais devido a "comportamentos inautênticos"

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, defendeu, na semana passada, que a internet deve ser regulada no Brasil e disse que o tema é considerado urgente pelo Poder Judiciário.

- A verdade é que houve um primeiro momento no mundo em que se imaginou que a internet e as mídias sociais devessem ser livres, abertas e não reguladas. Aí, surgiram problemas de abuso de poder econômico, invasão de privacidade, disseminação de ódio e comportamentos inautênticos. Essa regulação se tornou imperativa, mas é preciso acertar a intensidade da dose para não matarmos o paciente, que é a preservação da democracia — disse em sessão na Câmara dos Deputados.

Na ocosaião, Barroso destacou que, aproximadamente, 80% dos brasileiros de informam das notícias pelas mídias sociais e disse que a internet não possui "filtros" do que é verdade ou mentira. Por isso, segundo ele, precisa ser regulada.

- Infelizmente, com essa ausência de filtro, as mídias sociais também se tornaram um espaço para a prática de crimes. (...) Um espaço para a difusão de informações falsas e ataques à democracia e um espaço para comportamentos inautênticos - alegou.

A opinião do ministro do Supremo, que foi indicado ao cargo no Governo do PT, coincide com a do ex-presidente Lula, principal ícone do partido. Pré-candidato às eleições de 2022, ele já falou diversas vezes que, se eleito, vai regular as mídias sociais e que isso já deveria ter sido feito durante o mandato de Dilma Roussef, A divulgação dos trabalhos na internet foi o principal meio utilizado pelo presidente Bolsonaro para vencer a disputa de 2018.

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