Doze pessoas são resgatadas fazendo trabalho escravo em Cristalina e Luziânia

No estado de Goiás, graças à operação iniciada em 6 dezembro pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), 12 trabalhadores submetidos a condições similares à escravidão foram resgatados nas cidades de Cristalina e Luziânia.

Os auditores-fiscais do trabalho constataram que os indivíduos se encontravam em uma situação desumana, devido aos péssimos alojamentos, limpeza, higiene, conforto e saúde.

De acordo com o coordenador da operação, Marcelo Campos, os dormitórios eram imundos e não protegiam os trabalhadores de insetos e animais peçonhentos. Até as necessidades fisiológicas eram feitas no mato, sem qualquer segurança ou privacidade.

- Os trabalhadores não tinham acesso à água potável e não recebiam equipamentos de proteção individual adequados para a atividade - salientou.

Dos 12 indivíduos que trabalhavam em carvoarias, 10 eram da cidade de Cristalina e dois de Luziânia. Um adolescente de apenas 16 anos também foi encontrado laborando na atividade. O trabalho é considerado um dos piores segundo o Decreto nº 6.481/2008.

O empregador da carvoaria de Cristalina quitou as verbas rescisórias de todos os trabalhadores resgatados, calculadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho em, aproximadamente, R$ 100 mil. O Ministério Público do Trabalho e Defensoria da União determinaram ainda Termo de Ajustamento de Conduta com o empregador prevendo indenização por dano moral às vítimas.

Todavia, a propriedade de Luziânia, mesmo tendo sida notificada, não quitou as verbas rescisórias dos dois trabalhadores, o que cabe à Defensoria Pública da União e Ministério Público do Trabalho resolverem judicialmente. Os auditores mandaram as guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, pelas quais cada um dos doze receberá três parcelas de um salário-mínimo, no valor de R$ 1.100, cada.

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