Brasileira é estuprada por "coiotes" na fronteira entre os Estados Unidos e o México

Todos os anos milhares de brasileiros tentam entrar nos Estados Unidos, ilegalmente.

Para cruzar a fronteira entre o território americano e o México, quem entra sem autorização da imigração precisa passar pelas mãos dos coiotes "mejicanos".

Uma quadrilha especializada em trilhas no deserto, que faz os imigrantes atravessarem os países na pretensão de não serem pegos pelas blitz policiais.

O problema é que na travessia, geralmente, os ilegais são pegos de supresa quando o grupo afirma que não poderá guiá-los sem que eles paguem mais pelo esquema. Com recursos contados para se manter em terra distante da família e dos amigos, os imigrantes se veem em sérios apuros para repassar valor não combinado.

Por causa dessas situações, há muitos relatos de pessoas abandonadas à própria sorte no meio do nada e, nas últimas semanas, surgiu o caso da brasileira Jessiane Schneider, de 24 anos, que foi estuprada pelos "atravessadores" porque a família não conseguiu enviar mais dinheiro para os criminosos.

Após ser amarrada, amordaçada e estuprada, a moça foi abandonada em lugar esmo. Foi encontrada por um fazendeiro numa região solitária entre as cidades de Ciudad Juarez e El Paso, no início de dezembro do ano passado. Estava em estado tão crítico que segue internada até hoje.

Jessiane, que é casada, tentava encontrar o marido em Nova Jersey, onde ele se encontra morando há três meses. Teve os planos frustrados como muitos que caem nas mãos dos coiotes.

Agora, a família da brasileira faz uma vaquinha na internet para pagar os custos do hospital com o tratamento da jovem, que já dura quase um mês.

- Infelizmentes, caiu em mão erradas - lamentou a família da moça.

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Jessiane e o marido (CRÉDITO: REPRODUÇÃO)
Jessiane e o marido (CRÉDITO: REPRODUÇÃO)
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