Ex-governador de São Paulo é investigado por desvios na Saúde

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (5), o desdobramento da "Operação Raio-X", que investiga desvios em organizações sociais ligadas à Secretaria de Saúde do Estado.

Entre os alvos, estão o ex-governador Márcio França (PSB) e a família dele.

França comandou São Paulo, de 2018 a 2019, após renúncia de Geraldo Alckmin, que candidatou-se à presidência nas últimas eleições; mas acabou perdendo.

Onze pessoas já foram condenadas nesta operação. As penas variam de 49 anos a 116 anos de prisão.

Além do pré-candidato ao Governo de São Paulo, é investigado também o irmão dele, o médico Cláudio França.

Só nesta quarta, a operação cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao ex-governador.

Além da Polícia Civil, o Ministério Público e a Corregedoria-Geral da Administração atuam na operação e apuram os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro epeculato.

França debochou da ação e disse que se tratava de uma "trapalhada".

- Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas “autoridades”, com “medo de perder as eleições”, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa - alegou.

O ex-gestor disse, ainda, que nunca teve vínculo com a área de saúde que comandou.

- Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde - despistou.

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