De onde vem o parto cesareana?

Existe uma enorme controvérsia sobre como foi criado o parto cesareana. Acreditou-se por muito tempo que o termo estivesse ligado ao nascimento do imperador romano Júlio César, no entanto, estudos da Roma Antiga mostraram que o parto cesareana era realizado somente quando a morte da mãe era constatada, a fim de que se salvasse o bebê. A mãe de Júlio César, contudo, não morreu em seu parto e ainda teve mais cinco filhos depois dele.

Sendo assim, historiadores passaram a acreditar que o primeiro parto cesareana documentado sem a morte da mãe, foi realizado na Suíça, na cidade de Sigershaufen, por um homem simples chamado Jacob Nufer. Conta-se que, tomado de profunda compaixão de sua esposa que sofria no primeiro parto, Jacob, assessorado por duas parteiras, realizou um corte na barriga de sua esposa, retirou a criança e então suturou, exatamente como fazia em suas porcas ao castrá-las.

Após o procedimento a esposa de Jacob se recuperou, o filho cresceu sem sequelas e ela ainda teve mais cinco filhos, dessa vez, todos de parto normal.

No Brasil, as cesáreas respondem por 84% dos tipos de parto realizados em planos de saúde. Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), 37,29% dos partos ocorrem no período de 37 a 38 semanas, quando o recomendado seria entre 40-42 semanas e deveria acontecer somente por recomendação médica, nunca por decisão da família.

Sabe-se que a maioria das mulheres, ao iniciar o pré-natal, deseja realizar parto vaginal, no entanto, essa decisão vai mudando ao longo da gestação. Dentre as razões para este panorama, estão as psicológicas e medo da dor; baixas remunerações médicas e falta de estrutura para parto humanizado dentro dos hospitais públicos e privados.

Minha sugestão, como doutora em Ciências da Saúde, é a de que obstetra e família decidam, em conjunto, pelo tipo de parto que favorecerá a criança e não vaidades ou preferências pessoais. Levando o bem-estar do recém-nato em consideração, todo o resto vai dar certo!

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