Não confunda enxaqueca com dor na cabeça

Enxaqueca é um distúrbio neurovascular comum, caracterizado por episódios recorrentes de dor na cabeça intensa (cefaleia), acompanhada de náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e ao som. Em geral é bilateral, pulsátil e de intensidade variável. O paciente é acometido, em média, de 1 a 2 vezes no mês e sua duração varia de 2 a 48 horas. Sua prevalência é de 10-20% e mulheres são quatro vezes mais acometidas que os homens. A idade predominante é de 35-45 anos e, no período de 45-50 anos, tende a cair.

São considerados fatores condicionantes para o surgimento da enxaqueca: predisposição familiar, estresse, ingestão de álcool, hábito de fumar, alimentação irregular, poucas horas de sono, mudança climática, odores e perfumes, menstruação e uso de contraceptivos orais. É mais frequente também naqueles que apresentam distúrbio temporo-mandibulares, apneia obstrutiva do sono e obesidade.

Quando uma crise intensa se prolonga por mais de 72 horas, com repercussões físicas e emocionais, afirma-se que o indivíduo está em estado enxaquecoso; o qual é frequentemente causado por abuso de medicação, associando-se ã cefaleia de rebote. Vale ressaltar, que o episódio de enxaqueca é autolimitado e raramente resulta em complicações neurológicas permanentes.

Na crise de enxaqueca, realizar algumas horas de repouso em quarto escuro e silencioso é, muitas vezes, o suficiente para eliminar a dor. Outras decisões não farmacológicas também ajudam, como rotina de atividade física (a liberação de endorfinas pelo exercício inibe os receptores dolorosos), acupuntura, homeopatia, bem como evitar ingestão de vinho tinto, chocolate, queijo, embutidos e alimentos ricos em glutamato de sódio e nitritos, podem ajudar no manejo da doença.

Se você tem todos os sintomas descrito aqui procure o quanto antes um especialista. Mas se não se enquadra, você está apenas com dor na cabeça, tente descansar em local silencioso e tudo melhora!

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