Quem educa mais: a palmada ou o exemplo?

Quem aí nunca levou uma palmada, não é mesmo? No entanto, com a mudança de hábitos e paradigmas, aquela “palmada no bumbum” tem sido alvo de controvérsias e, em alguns casos, até de polícia.

A maioria dos pais atualmente prefere outras formas de correção para os seus filhos, como conversas em tom de voz mais autoritário, privação de brinquedos e jogos, castigo no quarto, suspensão da mesada e por aí vai. Mas o que poucos pais fazem é analisar: o problema é como meu filho age? Ou como eu ajo?

Imagine agora duas crianças: a primeira passa o dia com outra pessoa e, nesse período, ela: acorda a hora que quer, faz as refeições no sofá, não toma banho, fica em frente à TV a maior parte do tempo, sequer toma água para não perder o jogo mas, no finalzinho do dia, quando os pais chegarem, tudo precisa mudar! Ops...

A segunda criança (baseada em fatos reais) teve pais que planejaram a gravidez. A mãe optou por continuar trabalhando (porque a renda do pai era bem menor) e a criança agora será o emprego do pai. Sendo assim ele, prepara as refeições sempre na mesma hora, leva a criança para passear nos mesmos horários, banho duas vezes por dia (se brincar na rua toma mais vezes), videogames só a partir de 7 anos mas ele prefere incentivar uma bicicleta, se chorar na rua não vai ter sobremesa, se não cumprimentar as pessoas não brinca com a Pipoca (cachorra), se fizer o dever de casa sem ninguém pedir tem bônus no final do mês (sorvete e casa da vovó no mesmo dia!) e olhem só... o casal está grávido de novo e a irmãzinha já repete tudo o que vai fazer na companhia do novo membro da família.

Daí você pode dizer: ah, mas nem todo mundo consegue deixar de trabalhar. Ah, mas os pais não são iguais. Ah, mas não funcionaria lá em casa. Ah, já tentei e não consegui.

Saiba de duas coisas: a primeira é que crianças repetem comportamentos e isso não muda, ela precisa de espelhos e isso independe da família. A segunda, quem é bom em dar desculpas não é bom em mais nada!

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