Bolsonaro chama de "covardia" possível suspensão do Telegram no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (27), a possível suspensão do aplicativo de mensagens Telegram no Brasil e foi taxativo ao chamar a interferência do Judiciário nas regras da plataforma de "covardia".

- Covardia o que estão querendo fazer com o Brasil, né? Covardia!! - ressaltou.

E, ao ouvir uma apoiadora afirmar que o Poder Judiciário está tentando "cortar a comunicação" do eleitor brasileiro, o presidente diasparou:

- Não vou responder. (O Planalto) está tratando do assunto - adiantou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e também atual presidente do Tribunaal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, encaminhou quatro notificações para que o diretor do Telegram, o russo Pavel Durov, se reunisse com ele para "explicar" como ocorre a censura de possível informação falsa divulgada dentro do aplicativo. Mas, como o Telegram não tem sede no Brasil nem tampouco o executivo foi encontrado nos endereços do exterior, o Ministério Público Federal (MPF) resolveu interferir na briga e afirmou que pode ser o órgão "qualificado" para suspender o app no Brasil.

O TSE impôs duras regras para as campanhas eleitorais no país, este ano. Uma delas diz que o candidato não poderá fazer muito uso dos aplicativos de mensagens nos quais o envio ficará limitado a encaminhar textos, fotos e vídeos um a um usuário. O WhatsApp limita o número de integrantes de um grupo a 256 pessoas. No Telegram, no entanto, não existe essa limitação de números.

Após a campanha de 2018, os adversários políticos do presidente Jair Bolsonar (PL) reclamavam, frequentemente, que ele só teria sido eleito em virtude dos apoiadores que divulgavam supostas notícias falsas no Zap.

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