Criticado por ir à Rússia, Bolsonaro rebate: "Se Biden convidar, vou aos EUA"

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou sobre a polêmica envolvendo sua visita à Rússia, neste mês. O Kremlin está em guerra com a Ucrânia e tenta impedir que o país entre na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Analistas políticos acreditam que a ida do brasileiro ao país reforça apoio ao governo russo.

Bolsonaro, no entanto, disse que tem "bom relacionamento com o mundo todo" e que sua visita ao presidente Vladmir Putin não significa dizer que concorde com a posição do estadista.

- Brasil é Brasil, Rússia é Rússia. Faço um bom relacionamento com o mundo todo. Assim como se Joe Biden me convidar, estarei nos Estados Unidos com o maior prazer - argumentou o chefe do Planalto, que está em Rondônia, em reunião com o sindicalista Pedro Castillo, presidente esquerdista do Peru.

Putin e Bolsonaro têm relacionamento amigável há anos. Durante a condução da pandemia da Covid-19 no Brasil, em 2020, o russo, inclusive, chegou a elogiar o trabalho do brasileiro no combate ao vírus e, na época, disse:

- Você demonstrou possuir as melhores qualidades masculinas, tais como a coragem e a grande força de vontade, enfrentando todos os desafios com grande respeito e consideração pela vontade de seu povo e pelos interesses do seu país - enalteceu.

O convite para que Bolsonaro conhecesse a Rússia foi feito em 2 de dezembro de 2021, durante trabalho que fizeram juntos no G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. Putin afirmou que o Brasil era "um dos mais importantes parceiros estratégicos" do Kremlin e que "ficaria feliz" em vê-lo por lá.

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