Onde erramos? Em que momento a mediocridade nos devorou de tal forma?

Depois de dois anos, praticamente resolvi sair da Toca para visitar algumas livrarias.

Qual não foi meu susto ao descobrir que a Livraria Cultura, do Bourbon Shopping, não mais existe. Juro que deu até um aperto no coração ao ver aquele espaço fechado.

Fui, então, para o Center Norte e, para minha surpresa, a Mega Store Saraiva - onde já fiz shows, lancei livros e vendi e autografei muitos livros - virou Magazine Luiza.

Para quem gosta de ler e já tá véio, como eu, custa crer que as lojas Siciliano sumiram do mapa. A FNAC (a minha favorita e melhor parceira em meus lançamentos) se mandou do Brasil. Saraiva fechou grande parte de suas lojas e a Livraria Cultura, pelo visto, segue o mesmo caminho.

O que acontece?

As pessoas deixaram de ler? Não se consomem mais livros? O que esperar de um país, de um povo, que não lê, não consome cultura sem que venha com o carimbo de militância ou de "massa" e que não se interessa por nada mais além da TV e da Internet?

A Livraria da Vila, ao menos, parece estar crescendo, tanto que no mesmo Center Norte agora sem Saraiva, inaugurou um loja grande da franquia, porém os produtos em destaque me causaram um frio na barriga maior do que o de ver livrarias se fechando.

Nas prateleiras de "Mais Vendidos", não havia mais nenhum grande romance, clássicos ou até mesmo novos autores surgindo com novas ideias, mas sim, um refluxo do que se consome na internet.

Biografias de Youtubers (!!!), de ex-juízes, ex-criminosos e ex-banqueiros, todos com pretensões políticas e fã clubes.

Onde erramos? Em que momento a mediocridade nos devorou de tal forma?

Em outra prateleira, com mesmo destaque, estão livros sobre a vice-presidente americana (quem no Brasil realmente se importa com esta senhora ???), alguns livros (até romances) sobre uma vereadora do RJ, que ficou conhecida apenas pós-morte, e muitas obras sobre ódio, muito ódio. São vários os tratados de negros vs brancos; brancos vs negros; entre outros conflitos que colocam homens e mulheres num ringue, heteros e homos em outro, etc, etc, etc, tudo em nome de um falso progressismo que corrói a mente de possíveis leitores e não leitores.

O interessante é ver meninos brancos, com seus celulares de última geração e tênis caríssimos nos pés, vomitando frases feitas como "eu odeio estes homens brancos heteros que comandam o mundo", ignorando que provavelmente o "papai" seja um deles.

O discurso desta turma nunca é seguido por ações relevantes. Pode reparar!

Acusam o mundo de racismo, mas em suas festinhas e nas reuniões da Confraria do Copo Stanley, tudo registrado em fotos no Instagram, conta-se nos dedos, e de uma única mão, as poucas vezes em que negros participam.

É a mais absoluta hipocrisia.

São os alunos da Escola dos Filósofos de Supermercados.

Numa alusão aos Três Patetas, porém sem a mesma graça e simpatia, três grandes nomes da "literatura" nacional, figuras carimbadas da TV e das redes sociais, todos homens brancos, que com suas cabeças brilhantes (os três são calvos) esbanjam frases feitas e decoradas, mas ditas com um ar blasè de superioridade, que encantam os néscios "leitores".

Um destes nobres sujeitos, que prega a "sabedoria" con frases óbvias decorada de outros autores, tive o desprazer de vê-lo fora das câmeras, tratando com clara rigidez e arrogância um humilde servidor.

É este tipo de Pateta (pena não ser o da Disney) "vencedor" que acumula milhões de seguidores.

Que tal se libertar destas garras?

Se você ainda não notou o quanto você é robotizado diariamente a agir e pensar como QUEREM que você aja e pense, fica aí um sugestão:

Comece a notar o material oferecido nas páginas que o facebook te sugere diariamente e veja se realmente condiz com o que você pensa sobre o mundo, sobre a vida e sobre as pessoas.

Repare nas livrarias os livros que ele deixam "piscando" nas prateleiras, como neon de Motel, para você comprar e ler. Perceba o estilo musical que o Spotify, Amazon e qualquer outra plataforma vão te empurrar como "as mais ouvidas". Analise o que a Netflix te empurrar como "inovador".

Se nem assim você perceber o quanto você é manipulado, eu apenas lamento, mas sinceramente, você não está em condições de criticar ou julgar o mundo que vive, pois você é só mais um tijolinho para reforçar este gigantesco muro que impede a razão de enxergar a realidade.

Eu sou muito grato aos poucos, mas valiosos leitores, que consomem a arte e os livros que produzo, sendo estes completamente INDEPENDENTES e na mais absoluta CONTRA MÃO do que o mainstream quer pregar para você.

Aprenda uma coisa, por favor.

Não é porque a mídia lhe diz que é bom, que algo realmente seja bom, assim como não é porque ela ignora a existência, que isto seja algo desprezível.

Seja você o próprio curador de sua vida!

Abra os olhos e valorize músicos, atores, escritores, artistas, todos sem holofotes, independentes e que não façam parte deste jogo sujo da política.

Arrisque-se a descobrir o Novo, mas não o partido, pois este já nasceu velho e datado.

Há muita gente boa, meus caros, perdida por aí neste universo sugestivo que o poder midiático tem lhe imposto.

Sem perceber você acaba se tornando exatamente tudo aquilo que você jura não concordar em ser.

Eles dominam a sua mente, o seu corpo, o seu futuro, sem você notar.

Como escreveu George Orwell, um dos poucos autores que tão bem definiu o que seria o futuro em que vivemos:

"A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa."

Descubra de que lado você realmente está!

Texto extraído de Maurício Nunes (Facebook: "A Toca do Lobo")

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