"O senhor não fez post sobre invasão à igreja católica", diz influenciadora a padre Fábio de Melo

No sábado (5), sob o comando do vereador Renato de Freitas (PT), a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Centro Histórico de Curitiba, foi invadida por um grupo de manifestantes com bandeiras do Partido dos Trabalhadores e do PCdoB.

Com gritos de guerra em que ofendiam os católicos por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro (PL), o grupo não ouviu os apelos do padre Luiz Haas, de 74 anos, que se colocou na porta do templo e tentava impedir a entrada dos esquerdistas; já que, no momento da invasão, o público da igreja era composto - em sua maioria - por pessoas idosas.

O caso teve muita repercussão nas redes sociais e na imprensa, e autoridades, inclusive, o presidente Bolsonaro, cobravam a perda de mandato do jovem parlamentar petista.

Porém, após o caos instalado no sábado, o que chamou mais a atenção dos internautas na web foi o silêncio sepulcral de religiosos como o Padre Fábio de Melo, que é um ícone da igreja católica. Até a segunda-feira (7), ele não havia comentado nada sobre a invasão e, quando resolveu escrever um post no Twitter, reclamava sobre um participante do Big Brother Brasil (BBB), programa anual da Rede Globo.

- Vocês vão cortar o carboidrato do Arthur? - questionou o religioso.

Indignada com a atitude do clérigo, a youtuber Bárbara, do Canal "Teatualizei", não deixou a mensagem passar despercebida e rebateu:

- Sério que o senhor fez um post sobre o BBB e não fez sobre a invasão a uma igreja católica, na hora da missa? - perguntou a influencer.

Na sequência ao comentário de Bárbara, Fábio de Melo publicou três tuítes em que se dizia contrário ao desrespeito, não só à religião católica como as de matriz africana.

- É claro que considero abominável o ataque que igreja católica sofreu em Curitiba. Qualquer forma de intolerância religiosa deve ser combatida. (...) As religiões de matriz africana sofrem constantemente com desrespeito e profanações. Nós, católicos, deveríamos repudiar toda e qualquer forma de intolerância - desculpou-se o "coach", 72 horas depois

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