Após Corregedoria confirmar que inquérito não era sigiloso, delegada pede para deixar investigações

A atuação da delegada da Polícia Federal, Denisse Ribeiro, que foi escolhida "a dedo" pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, entre centenas de outros candidatos, foi muito questionada.

A servidora pede para deixar as investigações logo após a Corregedoria do órgão afirmar que Bolsonaro não divulgou informação sigilosa sobre o ataque hacker sofrido no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018. O presidente fazia live para demonstrar que as urnas eletrônicas do Brasil não são confiáveis e que podem sofrer, sim, interferências externas. Por isso, ele citou a investigação que o presidente da Corte, o ministro Luis Roberto Barroso, pretendia manter em sigilo.

Indignado com a repercussão do caso, TSE, STF e a tal delegada iniciaram uma empreitada para condenar Bolsonaro. Mas, no final, a própria Corregedoria da PF afirmou que o status de sigiloso no caso só foi colocado após a live do presidente.

Diante das fortes evidências de que a pressão em cima de Bolsonaro pode ter sido orquestrada, Denisse, que já trabalhou com Moraes em outro caso de 2015, pediu pra sair do inquérito, alegando licença-maternidade.

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