De saída do TSE, Barroso condecora delegada da PF que não comprovou sigilo em inquérito

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, fez um discurso prá lá de polêmico, ao deixar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (17).

Barroso não só elogiou o trabalho da delegada federal Denisse Ribeiro, como a condecorou.

Denisse era a responsável pelo inquérito do ataque hacker. Ela mantinha a defesa de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia divulgado supostas informações sigilosas quando fez uma live sobre segurança das urnas eletrônicas no Brasil; quando compartilhou na internet que o sistema do TSE havia sofrido um ataque hacker que a Corte nunca divulgou.

Após meses de especulação, a Corregedoria da própria PF confirmou que o inquérito não estava sob sigilo, quando Bolsonaro fez a live, desmentindo Denisse e o ministro Alexandre de Moraes, que conduzia a investigação no Supremo. Depois disso, Denisse pediu para deixar o caso.

- Uma delegada corajosa e inteligente - afirmou Barroso sobre Denisse.

Disparando para todos os lados, Barroso deixou a presidência do TSE ainda afrmando que há um "gabinete do ódio" no Brasil e que o país vive "um momento triste em que se misturam o ódio, a mentira, as teorias conspiratórias, o anti-cientificismo, as limitações cognitivas e a baixa civilidade”.

Edson Fachin assume em seu lugar e Alexandre de Moraes o substitui pouco antes das eleições de outubro deste ano.

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