Após quase 30 anos, Ucrânia reconhece que foi um erro se desarmar

O Ministério da Defesa ucraniano está distribuindo armas aos cidadãos do país e impedindo que homens, entre 18 e 60 anos, deixem o território nacional.

A decisão foi tomada pelo próprio presidente, Volodymyr Zelensky, depois que ele instituiu a Lei Marcial, substituindo leis e autoridades civis por regras militares.

- Nossa população também é um exército poderoso. Então, apoiem os militares - disse Zelensky, em comunicado na TV.

A Ucrânia fazia parte da antiga União Soviética e, com a queda do regime, herdou uma força militar de 780 mil soldados e o terceiro maior arsenal de armas nucleares no mundo.

A Rússia não estava contente com o desenvolvimento bélico do vizinho e, por isso, pressionou o governo ucraniano a assinar, em maio de 1992, o Tratado de Redução Estratégica de Armas (START I), no qual o país se comprometia a entregar todas as suas armas nucleares à Rússia para "eliminação do perigo de guerras entre os irmãos". Em 1994, a Ucrânia ratificou o tratado e, em 1996, estava livre de armas nucleares.

Depois da anexação da Crimeia e a guerra civil no leste, em 2014, a Ucrânia percebeu que estava indefesa diante de possíveis inimigos e, desde então, voltou a se armar e a tentar se reorganizar.

O Ministério da Defesa ucraniano afirma que, embora o país tenha tido muitos prejuízos, também revidou com "perdas" ao inimigo.

- O inimigo sofreu pesadas perdas., que serão ainda maiores. A Ucrânia está sob ataque pelo ar por Norte, Leste e Sul - destacou.

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