Bolsonaro chama de "inadmissível" bloqueio do Telegram e aplicativo se pronuncia

O presidente Jair Bolsonaro chamou o bloqueio do Telegram no Brasil de "inadmissível", nesta sexta-feira (18). De acordo com o chefe do Planalto, a decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, está prejudicando milhões de usuários da plataforma; em virtude de "duas ou três" pessoas que a medida busca afetar.

- Milhões de pessoas usam o Telegram no Brasil para fazer o contato com hospital, paciente e médico. Olha as consequências de uma decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal. É inadmissível uma decisão dessa natureza - lamentou.
- Porque não conseguiu atingir duas ou três pessoas que, na cabeça dele, deveriam ser banidas do Telegram, ele atinge 70 milhões de pessoas; podendo causar óbitos no Brasil por falta de um contato paciente-médico - afirmou.

Após a polêmica, Pavel Durov, fundador do Telegram, se pronunciou sobre o caso, disse que já havia cumprido decisões do Poder Judiciário brasileiro e pediu desculpas sobre as "negligências" apontadas.

- Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de e-mail de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco. Como resultado, perdemos sua decisão no início de março que continha uma solicitação de remoção de acompanhamento. Felizmente, já o encontramos e processamos, entregando hoje outro relatório ao Tribunal - informou o russo.

A determinação de Moraes não tem data para terminar.

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