Motoboy é preso injustamente por ter o mesmo nome de traficante foragido

Pela segunda vez, um motoboy foi preso, injustamente, neste domingo (21). O motivo? O trabalhador autônomo tem o mesmo nome de um traficante que está foragido da Justiça. Um erro judicial que vem dificultando a vida dele.

- Eu ando na rua com medo. Não consigo um trabalho. Quando eu tento fazer cadastro de motorista de aplicativo, eu não posso. Meu auxílio emergencial foi bloqueado - desabafou Alisson da Silva Monteiro.
- É o medo de voltar lá pra dentro (para a cadeia). Eu não quero. Não vou pagar algo que eu não fiz - acrescentou.

A primeira vez que o rapaz foi preso, em abril de 2019, no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, ficou três dias na cadeia até os policiais constatarem que se tratava de fato de homônimo. Ou seja: tem o mesmo nome de outra pessoa que é procurada pela polícia.

O traficante Alisson da Silva Monteiro é de Pernambuco e contra ele pesa um mandado de prisão em aberto por crimes como associação com o tráfico e tentativa de homicídio.

O Alisson motoboy foi preso por engano no lugar do traficante, mesmo com claras diferenças físicas. A Justiça corrigiu informações sobre o verdadeiro alvo do mandado de prisão, mas nem todo o sistema foi atualizado. No domingo (20), o motoboy foi de novo preso enquanto fazia uma entrega, às 14 horas, em Bangu, na Zona Oeste.

Com alvará de soltura em mãos, Alisson até tentou argumentar para os policiais que se tratava de outro engano e que o erro já havia sido corrigido pela Justiça. Mas, não adiantou muito e o rapaz teve mesmo que passar a noite na delegacia de Campo Grande. Os pais do motoboy também o acompanharam e se disseram indignados.

- Isso é muita injustiça. Dois erros no mesmo processo! E aí? (…) Ninguém resolve. Ele tem medo até de fazer entrega - disse a mãe de Alisson.
- A minha paz acabou. Não tem mais paz. Toda hora fico ligando para ele: ‘Olha, você está aonde? Está fazendo o quê? Como está aí?’ Aí, fica difícil. Ele tem que seguir a vida dele - argumentou o pai.

O nome de Alisson ainda consta no Banco Nacional de Justiça como foragido.

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