Desembargadores que condenaram Lula durante a "Lava Jato" não conseguem progredir ao STJ

Os desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), que foram os responsáveis por condenar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão, em segunda instância, em janeiro de 2018, não receberam votos suficientes para progredir na carreira pública. Os três não conseguiram entrar na lista com quatro nomes que foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro (PL); para que ele escolha os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que irão substituir os magistrados Napoleão Maia Filho e Nefi Cordeiro.

Os três desembargadores mantiveram a condenação do petista no caso do tripléx de Guarujá (SP). Porém, em março de 2021, o ministro do STF, Edson Fachin, anulou, em sentença monocrática, todas as sentenças relativas ao ex-presidiário na força-tarefa.

Agora, os magistrados estão sentindo o peso da sua determinação de anos atrás. Em lista de indicação para o STJ, eles viram os colegas Messod Azulay Neto (19 votos), do TRF-2; Ney Bello (17), do TRF-1; Paulo Sérgio Domingues (19), do TRF-3; e Fernando Quadros (21), do TRF-4, conquistar mais votos do que eles para a indicação. Ao passo que Gebran Neto obterve apenas um e Paulsen e Laus somente dois votos.

Inacreditável o ativismo do judiciário.

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