Fim dos "saidões" dos presos

A Câmara dos Deputados, sob o comando de Arthur Lira (PP-AL), está analisando, em regime de urgência, o projeto de lei que acaba com as saídas temporárias de presos em datas comemorativas como é o caso do Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais. Se aprovado, o projeto irá diretamente para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A proposta tem origem no projeto cuja autoria é de Ana Amélia Lemos, que foi senadora pelo Rio Grande do Sul, e apresentou ao Senado Federal, em 2012. De acordo com o texto, somente réus primários teriam direito às "saidinhas temporárias", uma vez ao ano e após o cumprimento de um sexto da pena.

Ana Amélia defendeu o projeto e disse que boa parte dos detentos não voltam ao sistema carcerário depois do benefício.

- Acredito que os beneficiados, em grande número, voltam a cometer crimes e não retornam aos presídios, gerando custos de buscas para as polícias - explicou.

E a parlamentar está correta. Apenas no Estado do Rio de Janeiro, no último Natal, 1.240 presos tiveram o direito de comemorar as festividades em casa. Desse total, 522 não retornaram aos presídios. Ou seja: 42% dos beneficiados.

Já em São Paulo, dos 32.754 que obtiveram o benefício no exercício de 2019, 1.488 não voltaram à cadeia.

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