Anulações da "Lava-Jato" não apagam corrupção, diz Fux

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, esteve em Belém, capital do Pará, durante o aniversário de 75 anos do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE), e admitiu que as anulações de sentenças de condenados da operação "Lava-Jato" não apagam que, de fato, houve corrupção imperante no governos do PT.

- Tive a oportunidade, nesses 10 anos do Supremo Tribunal Federal, de julgar casos referentes à corrupção que ocorreu no Brasil. Ninguém pode esquecer que ocorreu no Brasil, no Mensalão, na Lava Jato - revelou o magistrado em um dos poucos momentos de consciência.
- Muito embora tenha havido uma anulação formal, das aqueles R$ 50 milhões das malas eram verdadeiros. Não eram notas americanas falsificadas. O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu US$ 98 milhões e confessou, efetivamente, que tinha assim agido - confessou.

E ainda disse o quanto era importante ter os tribunais de contas independentes para investigar as despesas públicas.

- O Tribunal de Contas como uma instituição essencial ao Estado de Direito, como o nosso. Em um país em que não há um tribunal de contas, cria-se uma tempestade perfeita entre os gastos públicos e a ausência de controle, ausência de transparência. Essa tempestade perfeita tem um nome, chama-se corrupção - confidenciou.

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