Juiz federal, que prendeu Milton Ribeiro, nega acesso aos autos e diz que "se espelha em Moraes"

O juiz federal Renato Borelli, conhecido por tomar decisões contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), negou aos advogados de defesa do ex-Ministro da Educação, Milton Ribeiro, acesso aos autos. Mas, o desembargador Nery Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu a decisão e determinou a soltura do pastor, lembrando ao magistrado que "é impossível se defender daquilo que não se sabe o que é".

- Num Estado Democrático de Direito, ninguém é preso sem o devido acesso à decisão que lhe conduz ao cárcere, pelo motivo óbvio de que é impossível se defender daquilo que não se sabe o que é - ensinou o desembargador ao professor de Direito.

Boreli se amparou nas decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e tentou se defender do "vacilo", mas errou novamente nas aulas de processo penal. Justificou "fortes indícios", "suspeitas substanciais" e "indicativos cabais". Mas, omitiu que o pagamento de R$ 60 mil avaliado sé relativo à venda de um carro comprovado e reafirmado pelo próprio comprador.

Sem saber do que era acusado e preso, Ribeiro pediu acesso aos autos, mas Borelli chegou a afirmar que, primeiro, ele passaria por um depoimento e, depois, seria liberado o processo; já que poderia "complicar as investigações". O desembargador foi notificado do caso e repreendeu a atitude do colega.

Borelli tem duas alternativas: ou participa da ditadura de Moraes ou volta pra universidade. Ele "esqueceu" tudo o que lhe foi ensinado.

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