Daniel Silveira consegue pagar fiança de R$ 100 mil, mas sem prazo para novas audiências, segue preso por tempo indeterminado

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) não foi solto, nesta segunda-feira (28), como a defesa do parlamentar esperava. Ele pagou a fiança de R$ 100 mil estipulada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mas, mesmo assim, vai continuar preso no Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar em Niterói, Rio de Janeiro, por tempo indeterminado.

Nesta segunda-feira, houve audiência de transação penal, mas tratou sobre um suposto ato de desacato cometido por Silveira, durante a primeira prisão acontecida, em fevereiro deste ano. O “agravo”, segundo o STF, teria sido a recusa do político em usar máscara de proteção na sede do IML do Rio. Para se livrar da denúncia, o Supremo quer que o deputado pague outros R$ 20 mil. O prazo para este pagamento se encerra nesta quarta-feira (30).

De acordo com a Corte, Daniel Silveira foi preso, na quinta-feira (24), por deixar a bateria da tornozeleira eletrônica descarregar em algumas ocasiões. Ele estava cumprindo prisão domiciliar, depois que Moraes mandou prendê-lo por considerar que os vídeos do parlamentar na internet eram uma afronta às instituições democráticas e faziam a defesa do AI-5. As redes sociais do deputado estão suspensas até hoje.

As próximas audiências de Daniel Silveira não têm prazo para acontecer, o que significa que ele deve continuar detido por tempo indeterminado. Enquanto isso, os advogados do deputado argumentam que ele é um preso político e que deveria estar sendo ouvido por um tribunal internacional.

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