Trans é indicada "Mulher do Ano" e atletas lamentam: "Tapa na cara"

Apesar de enfrentar uma onda de críticas em torno da autorização de mulheres transgêneros em esportes femininos, a Universidade da Pensilvânia resolveu nomear a nadadora Lia Thomas "Mulher do Ano", em 2022.

O prêmio faz parte da National Collegiate Athletic Association (NCAA), organizadora dos programas de esporte universitário nos Estados Unidos.

Lia Thomas, que nasceu homem e, até pouco tempo atrás, competia em seleções masculinas mas sem muito êxito, tem se destacado em eventos femininos. Mas, ela é visivelmente maior que as colegas e as atletas femininas têm reclamado sobre isso aos dirigentes e veem a atuação das trans como "injustiça" ao preparo de anos delas.

A nadadora da Universidade de Kentucky, Riley Gaines, foi pras redes sociais censurar a entrega do prêmio e disse:

- Este é mais um tapa na cara das mulheres - lamentou.
- Primeiro um título nacional feminino e agora indicado ao prêmio máximo no atletismo universitário. A NCAA tornou este prêmio inútil - desabafou.
- Este prêmio combina desempenho atlético com acadêmico, serviço e caráter. Que caráter Thomas mostrou além de puro egoísmo e busca por benefícios? - acrescentou a jovem.

Os comentários de Gaines foram aprovados por lendas do esporte como Martina Navratilova, do tênis, e a ex-campeã de natação da NCAA, Marshi Smith.

- A Riley Gaines merece o "Mulher do Ano da NCAA" por pura coragem - twittou Smith.

Alheia às críticas e, embora tenha significativa vantagem física em relação às adversárias, Thomas disse que, enquanto as autoridades permitirem, vai prosseguir no esporte feminino.

- Pretendo continuar nadando - alegou a trans, demonstrando que a polêmica está longe de ser sanada.

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