Acusado pelo MP de receber R$ 3 milhões em propina, Vital Rêgo "senta" na agenda de privatizações do Governo Bolsonaro

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital Rêgo Filho, que votou contra a privatização da Eletrobras, alegando que o processo continha supostas "ilegalidades", resolveu atrasar a agenda de desestatização do Governo Bolsonaro, mais uma vez, e colocou dificuldades para dar andamento ao processo de venda da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Ele é relator do processo no órgão, mas não encontrou irregularidade alguma na privatização. Mesmo assim, ele contrariou a área técnica do TCU e fez mais de 50 questionamentos ao Ministério da Economia; deixando a pasta desanimada quanto ao tempo que levará para responder todas as perguntas.

O Governo Federal esperava que o processo, ao subir para o gabinete de Vital Rêgo, pudesse ser incluído em deliberação do plenário da casa ainda neste mês de julho. Mas, o ministro tomou atitude totalmente inesperada e solicitou dezenas de informações adicionais.

Equanto o ministro senta em cima do processo, os usuários da CBTU em Belo Horizonte, Natal, Recife, Maceió e João Pessoa sofrem com a ineficiência do transporte público diariamente; já que a empresa opera no vermelho e tem reclamações frequentes dos passageiros.

Por outro lado, o Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende vender a companhia, o mais rápido possível, assim, injeta R$ 3,5 bilhões nas linhas 1 e 2 , torna a organização melhor e mais eficiente e até mesmo as atividades lucrativas.

Ah, e sobre a acusação de propina que o envolve, Vital Rêgo alegou, em 2020, que o processo já transcorria há cinco anos sem que a Justiça tivesse feito nada de prático contra ele. Então, segundo o ministro, "tá na cara" que ele não tem culpa nenhuma. Será?

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