Depois de receber grupo pró-Lula, Fachin aceita se encontrar com advogados conservadores

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, que também é ministro indicado pelo PT ao Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou receber, nesta segunda-feira (8), na corte, 12 advogados de movimentos conservadores.

Para que a reunião fosse aceita por Fachin, o grupo argumentou que o presidente do TSE deveria ter isonomia no cargo e encarasse o livre debate; muito embora o ministro já tenha feito campanha para Dilma Rousseff (PT) chegar à presidência, em 2010; quando ele era professor de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Em 2015, na gestão petista, Fachin foi elevado ao cargo vitalício de integrante do STF.

A reunião com os conservadores ocorre dias depois do ministro se encontrar com o grupo Prerrogativas, que é a favor de Lula.

Os advogados que Fachin ouvirá agora já adiantaram o assunto no pedido de conversa: querem "eleições limpas".

- Este grupo preza por eleições limpas, transparentes e auditáveis, pelo respeito à liberdade de expressão e contra a censura, pela boa aplicação das leis, por segurança jurídica, pelo devido processo legal com respeito ao princípio constitucional acusatório - explicaram os signatários.

E acrescentaram:

- Os brasileiros têm o direito de criticar e questionar em um país livre e democrático, sem receio de sofrerem discriminação e preconceitos por pensar diferente e ter opinião crítica ao processo eleitoral, difamação ou injúria individual, ou coletiva incentivada inclusive por aqueles que se autodenominam ‘defensores da democracia’ - censuraram a postura ativista do Poder Judiciário.

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