Desligamento do emprego por morte já alcança 88% do total verificado em 2019

Após um ano de pandemia da Covid-19, os desligamentos de funcionários por morte em empregos formais crescem, grandemente, em 2021, indicando que acompanham a alta de óbitos por conta da contaminação por coronavírus.

Nos cinco primeiros meses de 2021, 46.236 pessoas foram desligadas de seus empregos por esse motivo, o equivalente a 87,63% em comparação ao registrado em todo o ano de 2019, quando houve 52.767 casos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Se comparado com o início de 2020, que marcou o começo da pandemia, os desligamentos de 2021 já representam 72,52% de todos os ocorridos no anterior, quando houve 63.756 casos.

Foi em abril de 2020 que o número de desligamentos começou a crescer e explodiu neste ano. A situação se agravou a partir de março deste ano, com 11,1 mil, praticamente o dobro em relação ao mês anterior. O recorde mensal da série histórica, iniciada em 2004, deu-se em abril, com 11,7 mil desligamentos.

O resultado é reflexo do mês de abril de 2021, quando houve o recorde de mortes na pandemia, com 82 mil pessoas perdendo a vida.

Um detalhe importante é que o número de mortes de trabalhadores se concentra em atividades que exigem contato pessoal e deslocamento dos profissionais, majoritariamente em atividades de baixa qualificação e remuneração. Por exemplo, motoristas de caminhão foram os mais afetados até maio deste ano, com 2.818 desligamentos por morte, superando todo o ano 2019. Em seguida aparecem as funções de faxineiro (2.042) e vendedor de comércio varejista (1.555).

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