Maioria do Supremo é a favor de arquivar pedido de investigação de cheques a Michelle Bolsonaro

Sem provas, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria para arquivar o pedido de investigação sobre os cheques depositados por Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber apoiaram o voto do relator Marco Aurélio Mello. O julgamento dessa questão iniciou em 25 de junho e termina em 2 de agosto.

Marco Aurélio disse, em sua decisão, que era a favor do arquivamento do caso porque atendeu ao pedido do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, que se manifestou contra a abertura da apuração.

- Considerada a manifestação do Ministério Público, mediante ato do Órgão de cúpula, arquivem - escreveu Marco Aurélio, alegando que, normalmente, o Ministério Público Federal (MPF), é o titular da ação penal.

Aras argumentou que as movimentações financeiras de Queiroz já foram alvo de investigação do MP do Rio de Janeiro que, no entanto, não comunicou indícios de crimes envolvendo o presidente Jair Bolsonaro ou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Na avaliação do chefe do MPF, por enquanto, não há elementos capazes de justificar a abertura de uma investigação sobre os cheques na conta de Michelle.

- Os fatos noticiados, portanto, isoladamente considerados, são inidôneos, por ora, para ensejar a deflagração de investigação criminal, face à ausência de à ausência de lastro probatório mínimo - afirmou Aras.

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