Brasil pode ser líder na proteção do Meio Ambiente, avalia Chapman

Após 12 anos, o diplomata Todd Chapman, Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, está deixando o cargo.

Com quase 20 anos de vivência na América Latina, Chapman concedeu entrevista à CNN, neste domingo (18), e comentou vários assuntos pertinentes à política, meio ambiente e economia e suas relações com os governos do Brasil, Estados Unidos e outros países.

O Embaixador avalia que meio ambiente têm grande relevância para a administração do presidente Joe Biden e, segundo ele, o Brasil tem um papael central nesse tema. Por isso, é importante que Jair Bolsonaro cumpra os compromissos assumidos na Cúpula do Clima, realizada em abril deste ano.

- Todos nós queremos ver a implementação das medidas necessárias para alcançar os objetivos e os compromissos feitos pelo presidente Bolsonaro. Meu governo, incluindo o setor privado, está mesmo interessado em continuar esse trabalho de cooperação com o Brasil - acredita.

Chapman disse que o governo americano não vê com desconfiança a troca de ministro do Ministério do Meio Ambiente do Brasil e afirmou que, independente, do chefe da pasta, os diálogos vão continuar.

- Para nós é sempre um prazer conversar e trabalhar com as pessoas indicadas pelo governo. Então, vamos continuar nessa maneira consultiva de tentar encontrar maneiras de avançar esse diálogo em direção à resolução de um acordo na COP 26 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) em novembro deste ano. Esse diálogo é constante e vai continuar sendo produtivo - disse.
- O Brasil tem uma grande oportunidade de aproveitar este momento tão importante no mundo. Os países estão juntando com uma visão de como proteger o ambiente ao mesmo tempo que estão desenvolvendo economia. Essa é a grande questão no agro, na energia, no tratamento de água. Em tudo que é parte da proteção do meio ambiente, o Brasil tem um grande potencial de ser um líder mundial, como já é em muitos aspectos importantes para a proteção do meio ambiente – na energia renovável, a matriz elétrica - afirmou, acrescentando que poderá ocorrer entraves aplicados aos países que não estão alinhados às políticas de preservação do meio ambiente.

O desmatamento ilegal, aponta ele, é a grande barreira que tem atraído atenção negativa para o Brasil.

- Por isso, tanta ênfase em querer ajudar e apoiar os esforços no Brasil para controlar esse desmatamento ilegal. Atualmente, o setor privado está bastante interessado nas medidas necessárias para a preservação do meio ambiente. Tem aqueles que sabem que se eles são considerados envolvidos nas práticas que não são boas pro meio ambiente, isso vai ser mal para a reputação, para sua imagem - pontuou.

Chapman avaliou as relações entre Brasil, Estados Unidos e China. De acordo com o Embaixador, cada país deve decidir como atuar com outras nações para avançar nos seus próprios interesses.

- Nós estamos sempre, em nossa política exterior, não somente olhando na parte comercial e econômica, mas também os temas de princípios de direitos humanos, de sistemas de cooperação, da proteção dos indivíduos, as liberdades que são importantes para países democráticos - disse.

Mas, as parcerias entre Brasil e os Estados Unidos têm avançado nos últimos anos.

- Passados dois anos, tem sido realmente um período de muito avanço. Avançamos em termos comerciais, em termos de ciência, militar, espaço, firmando novos acordos comerciais - finalizou.

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