EUA e aliados acusam China de pagar "hackers criminosos" para administrar atividades desestabilizadoras em todo o mundo

Os Estados Unidos e países aliados acusaram a China, nesta segunda-feira (19), de práticas desonestas no ciberespaço. O governo americano acredita que a nação asiática tem arquitetado, seguidamente, uma invasão massiva do sistema de e-mails da Microsoft e outros ataques de ransomware. A gestão do presidente Joe Biden tenta evitar novos vazamentos.

A Casa Branca e governos de países da Europa e da Ásia apontaram que o Ministério de Segurança do Estado da China faz uso, sim, de "hackers criminosos contratados" para obter lucro pessoal. Um funcionário do governo americano chegou a afirmar que a China está por trás de um ataque específico de ransomware contra os EUA e que envolveu um "grande pedido de resgate".

Joe Biden pretende afastar as ameaças cibernéticas que expuseram vulnerabilidades graves nos principais setores da economia americana, como energia e produção de alimentos.

- O que descobrimos de realmente surpreendente e novo aqui foi o uso de hackers criminosos para conduzir essa operação cibernética não sancionada e realmente a atividade criminosa para ganho financeiro - contou um funcionário do alto escalão do governo, no domingo, antes do anúncio.

Quatro cidadãos chineses e residentes dos EUA foram indiciados por um grande júri federal, em San Diego, por realizarem "uma campanha para invadir os sistemas de computador de dezenas de empresas vítimas, universidades e entidades governamentais" nos Estados Unidos e no exterior, entre 2011 e 2018.

- Coordenando, facilitando e gerenciando hackers de computador" para que empresas de fachada agissem em "benefício da China e de seus instrumentos estatais e patrocinados - informou o Departamento de Justiça americano.
- Essas acusações criminais mais uma vez destacam que a China continua a usar ataques cibernéticos para roubar o que outros países fazem, em flagrante desrespeito aos seus compromissos bilaterais e multilaterais - explicou a vice-procuradora-geral Lisa Monaco, em comunicado.
- A amplitude e a duração das incursões de hacking da China, incluindo esses esforços visando uma dúzia de países em setores que vão desde saúde e pesquisa biomédica até aviação e defesa, nos lembram que nenhum país ou indústria é seguro - acrescenta.

O governo dos EUA aproveitou para censurar a Rússia também por não controlar os ataques hackers que, muitas vezes, ocorrem de dentro do país. Com relação à China, as tentativas de extorquir dinheiro ou exigir resgates não são vistas com “bons olhos” e pior ainda por envolver funcionários do governo.

- Extorsão cibernética, cripto-jacking e roubo de vítimas em todo o mundo para ganho financeiro - disse um funcionário.

A Microsoft, por exemplo, vinculou publicamente o hack de seu serviço de e-mail Exchange à China, em março deste ano. Quatro vulnerabilidades no software permitem que hackers acessem servidores para o serviço de e-mail e calendário. Por isso, a empresa e a Casa Branca aconselharam os usuários a atualizar imediatamente os sistemas locais com correções de software.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá farão anúncios semelhantes acusando a China de se envolver em "comportamento irresponsável e desestabilizador no ciberespaço".

Japão e União Europeia também vão aderir ao anúncio e o bloco econômico OTAN condena as atividades cibernéticas chinesas pela primeira vez. Biden já havia convencido os líderes do G7 e da OTAN, em junho passado, a expor de forma mais agressiva suas preocupações em relação ao comportamento de Pequim.

O anúncio desta segunda-feira amplia os esforços da América e representa uma preocupação com os os objetivos declarados da China de se por como líder atual do mundo.

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