USP invalida matrícula de 6 estudantes que fraudaram inscrições com cotas raciais

A USP (Universidade de São Paulo) decidiu invalidar as matrículas de seis estudantes de graduação por fraude em cotas raciais no processo seletivo de ingresso na universidade, na quinta-feira (22).

O Conselho de Graduação foi a última instância de apelação e análise dos processos e ele determinou a invalidação das matrículas, mas os alunos envolvidos ainda poderão apresentar pedido de reconsideração. Porém, se, ao analisarem o pedido, a decisão for mantida; os estudantes serão expulsos da universidade.

A Pró-Reitoria de Graduação da USP disse que investiga 193 denúncias de supostas fraudes na autodeclaração de pertencimento ao grupo PPI (pretos, pardos e indígenas).

As denúncias são referentes ao período de 2017 a 2021. Cento e sessenta e uma relacionadas ao ingresso via Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e 32 à Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular).

A Universidade também informou que, ao todo, foram recebidas 381 denúncias, mas 160 foram descartadas e outras 27 não prosseguiram porque os próprios alunos cancelaram a matrícula.

Para dar continuidade ao processo de apuração dos dados da PPI, a USP explicou que confere as informações da matrícula e a existência de indícios mínimos de materialidade.

- São levados em conta os traços fenotípicos do aluno grupo PPI, como cor de pele, formato do nariz, cabelo e estrutura corporal - informou a USP.

Após esse primeiro momento, os casos são encaminhados às Comissões de Averiguação e de Invalidação de Matrículas. Cada comissão é formada por três docentes, sendo um deles necessariamente preto ou pardo.

Apenas em 2021, 2.504 alunos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas para ingressar na universidade.

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