O fantástico filme, “A Viagem de Chihiro” completa 20 anos em 2021

Produzido em 2001, no enaltecido Studio Ghibli, um dos estúdios de animação mais conhecidos do Japão, é considerada também uma verdadeira obra-prima do mestre Hayao Miyazaki, um cineasta e animador japonês também bastante popular por seus trabalhos no ramo.

A história que se passa no filme é sobre uma garota de 10 anos, Chihiro, ela e seus pais estão de mudança para outra cidade. Porém, a jovem mimada não está contente com a ideia de se adaptar em seu novo lar. Enquanto sua mãe tentava convencê-la sobre o contrário, o pai, para ganhar mais tempo, faz um atalho e se perde no caminho.

Então, eles param em um local à procura de ajuda, mas tudo o que encontram é um restaurante farto de alimentos saborosos, mas sem ninguém no lugar.

Os pais não perdem tempo, famintos, começam a comer tudo o que encontram pela frente, sem saber que tal ação teria maléficas consequências. Já Chihiro, opta por explorar o ambiente e quando percebe que a noite já começa a cair, volta para onde seus pais estavam alimentando-se. Mas, o que encontra são dois porcos gordos na mesa.

A noite já havia se estabelecido e, logo, o local vira um “Mundo dos Deuses”. Seres mitológicos e espirituais começam a aparecer. Desesperada, a menina clama por ajuda e é nessa hora que um jovem chamado Haku passa a guiá-la e ajudá-la a sair daquele mundo.

O filme de 2 horas e 50 minutos foi a primeira e única animação de idioma não inglês a ganhar o prêmio Oscar, em 2003, na categoria de “Melhor Filme de Animação”. Miyazaki já era muito conhecido no Japão e internacionalmente por outras obras, mas foi “A Viagem de Chihiro” que deu a ele reconhecimento mundial. Com o apoio da Disney, o longa-metragem chegou a várias telas de cinemas em todo o planeta.

Carregado de simbolismos, o filme aborda temas importantes como o amadurecimento e a perda de identidade, situações corriqueiras entre os trabalhadores japoneses. Por isso, ao longo da aventura, a menina rabugenta do início aprende a trabalhar para sair daquele mundo e a ter mais responsabilidade. Porém, sempre cautelosa para não esquecer o próprio nome. Afinal de contas, de nada adiantaria fazer um bom trabalho, se ela esquecesse sua essência, de onde veio e os seus objetivos. É, exatamente, isso que Haku se referia quando alertou que ela não poderia deixar Yubaba, antagonista, roubar seu nome.

Um detalhe importante para a idade da menina. Como ela tem apenas 10 anos, uma fase de transição entre infância e adolescência, não pode ser considerada adulta nem criança. Mas, é um período com mais responsabilidades, quando não se tem maturidade para lidar corretamente com tudo isso.

O filme mostra que o amadurecimento vem das experiências e vivências de situações que fogem ao nosso controle e, mesmo elas sendo difíceis ou dolorosas, moldam, prontamente, o nosso caráter.

Yubaba, a bruxa da animação, representa as grandes corporações e como elas roubam e extraem o que seus funcionários têm de especial; a fim de obter lucro. A antagonista não apenas usava as pessoas em sua casa de banho, como roubava seus nomes fazendo com que as criaturas e pessoas esquecessem quem elas eram e vivesse apenas em função dos seus serviços.

A grande obra japonesa que retém esplêndidos ensinamentos, no dia 20 de julho de 2021, comemora duas décadas de existência. São 20 anos marcando a infância, adolescência e velhice de muitos, com seu mundo fantasioso e traços belíssimos sempre com boas morais no fim da história.

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(CRÉDITO: REPRODUÇÃO)
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