Argentina implora que jovens não deixem o país, apesar da crise

O grupo mais afetado com as severas medidas de isolamento social impostas pelo presidente da Argentina na tentativa de conter a disseminação da Covid-19, jovens entre 18 e 24 anos, foi convidado a não deixar o país pelo chefe do Gabinete de Ministros, Santiago Cafiero. O parlamentar fez apelo aos conterrâneos ao anunciar programa de inclusão no mercado de trabalho para esse público em especial, nesta quarta-feira (28).

O programa argentino para gerar emprego promete inserir os jovens em pequenas e médias empresas do país e foi batizado de “Te Sumo”.

Durante a cerimônia de lançamento do projeto, Cafiero se arriscou a dizer que as pessoas não “baixem os braços” diante da alta inflação e pobreza que atingem a Argentina.

- Não se vão. A Argentina está começando a virar a página, não só da pandemia, mas também da desilusão e do desespero do último governo (de Mauricio Macri). Não saiam e não desistam - argumentou, jogando a “batata quente” para o antigo presidente. Mas, não mencionou o fato do Governo atual ter realizado o mais severo lockdown do planeta, que quebrou empresas e deixou milhares de desempregados.
- Isso aconteceu no mundo todo e aqui também. Já estamos avançando. Os níveis de emprego e de produção já estão excedendo os de 2019 - acredita.

As empresas que participarem do programa se beneficiarão de uma redução tributária e receberão apoio financeiro do Estado para o pagamento de salários durante o primeiro ano após contratação dos novos funcionários, afirma o presidente do país Alberto Fernández, que tenta impedir a migração exacerbada de argentinos ao Brasil.

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