CPI afirma que Bolsonaro prevaricou: “Dúvida não é se, mas por que”, afirma Randolfe Rodrigues

Na volta dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, em agosto, já será possível determinar a desenvoltura das atividades do G7, grupo formado por senadores de oposição ao Governo Federal. Em recente entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), adiantou que o presidente Jair Bolsonaro teria prevaricado durante a condução da pandemia da Covid-19 no Brasil.

Além disso, Randolfe mandou um duro recado à Procuradori-Geral da República (PGR) avisando que a instituição não poderá “simplesmente descartar” o relatório final da comissão.

Apesar das ameaças, o congressista diz que não está antecipando jogar responsabilidades no peito do presidente. Mas, para ele, não restam dúvidas de que Bolsonaro cometeu crime de prevaricação na suposta tentativa de compra da vacina Covaxin. Colegiado estaria, agora, empenhado em saber o porquê.

Randolfe adiantou que, se a PGR se opor a levar o caso adiante, o relatório será encaminhado às cortes internacionais, por lesa-humanidade, e para a Câmara dos Deputados.

Questionado sobre os principais objetivos da comissão, uma vez que parte da imprensa brasileira – principalmente conservadora e de direita – teve quebras de sigilos telefônico e bancário solicitado pela CPI – Randolfe alega que a condução da pandemia pelo Governo Bolsonaro é o “carro-chefe” da investigação.

- Sobre imunidade de rebanho, utilização dos manauaras como cobaias, esses aspectos todos nós já temos elementos suficientes. Na segunda parte da temporada, digamos assim, da CPI, nós vamos concluir a investigação sobre corrupção. Por isso, a nossa ideia é organizar por tema cada uma das semanas. A primeira semana é sobre o papel das intermediárias que atuaram no Ministério da Saúde, com o coronel Hamilton Gomes, Marcelo Blanco e Airton Cascavel. Na segunda semana, a nossa ideia é avançar para investigarmos a Precisa e a Covaxin. E assim por diante. Então, nós devemos adotar essa dinâmica para ser mais didático, mas também para ser mais produtiva, sistematizando as informações e avançando para o relatório final – disse.

E acrescentou:

- Para nós, da CPI, não tem dúvida o crime de prevaricação no caso da Covaxin. Esse crime não há dúvidas. O que nós estamos investigando é por que o presidente prevaricou. O senhor presidente, tendo recebido a notícia de um esquema de corrupção em curso no âmbito do Ministério da Saúde, não tomou providências. E também há outros crimes. Nós estamos procurando os liames entre os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e os demais -

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