Moraes inclui Bolsonaro no inquérito das Fake News e presidente chama acusações do ministro de “gravíssimas”

O presidente Jair Bolsonaro comentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de incluí-lo no inquérito das Fake News por críticas dele à segurança das urnas eletrônicas no Brasil.

Em entrevista ao programa “Os Pingos Nos Is“, da Jovem Pan, nesta quarta-feira (4), Bolsonaro disse que não vai se intimidar pelas investigações e afirmou que Moraes o acusa de mentir.

- Não vai ser o inquérito, agora na mão do senhor querido Alexandre de Moraes, para tentar intimidar. Lamento o TSE tomar certas medidas para investigar, me acusar de atos antidemocráticos - declarou.
- O ministro me colocando no inquérito das Fake News. Não fala Fake News. Fala inquérito da mentira, me acusando de mentiroso. Isso é uma acusação gravíssima, ainda mais em um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico - completou.

O deputado federal Filipe Barros (PP-PR), relator da PEC do voto impresso de autoria da parlamentar Bia Kicis (PSL), esteve ao lado do presidente durante a entrevista e mostrou um inquérito da Polícia Federal sobre uma ação de hackers no sistema do TSE em 2018.

- Não tem que ter PEC [do voto impresso] mais. Dado os documentos que estão aqui, o próprio TSE tem que falar amanhã: ‘vamos blindar o sistema de hackers com o voto impresso'”, defendeu.

Jair Bolsonaro reafirmou que o próprio inquérito é uma prova das fraudes nas urnas eletrônicas brasileiras e acusou o TSE de omitir o caso.

- O ministro Barroso usa argumentos mentirosos. É triste um ministro da Suprema Corte mentir desta maneira – disparou.

Hacker

O hacker Marcos Roberto Correia da Silva, mais conhecido como Vandathegod, responsável pela invasão ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, afirmou, em entrevista ao deputado Filipe Barros, que é possível, sim, alterar os resultados da apuração das urnas eletrônicas brasileiras.

– (O sistema do TSE é vulnerável a ataques de) Outros países, geralmente do Irã. Muitas pessoas que eu conheço de lá atacam aqui – destacou, acrescentando que, caso o grupo que invadiu o TSE, tivesse aguardado mais tempo em seu ataque; os hackers poderiam ter acessado o banco de dados com os resultados eleitorais e adicionar tabelas para alterar os votos e, consequentemente, beneficiar um determinado candidato.
– Se a gente quiser criar tabela, nome de banco dados, acrescentaria, sim, manipularia tudinho – finalizou.

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