Lula terceiriza culpa por tarifaço americano e ataca Bolsonaro
Na mesma semana em que o governo americano confirmou que a taxação entrará em vigor em 1º de agosto, Lula adotou um tom emocional e, em vez de apresentar soluções, acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de estarem por trás da medida.
“Isso é o filho do coisa e o coisa que tá pedindo pra fazer”, disse Lula, em mais um ataque que remete à sua retórica típica dos palanques, durante a inauguração de uma usina no interior do Rio de Janeiro.
Enquanto o governo Trump vem tomando decisões firmes, sem espaço para prorrogação ou favores, Lula tenta capitalizar politicamente a crise, apelando publicamente para que Donald Trump “reflita a importância do Brasil”.
“Espero que o presidente dos Estados Unidos reflita a importância do Brasil [...] e não tome uma decisão abrupta”, afirmou o petista.
A fala contrasta com a realidade: os EUA já deixaram claro, por meio do secretário de Comércio Howard Lutnick, que não haverá mais carência. Em entrevista à Fox News neste domingo (27), Lutnick foi direto:
“Nada de prorrogações. As tarifas estão definidas. Entrarão em vigor dia 1º de agosto. A alfândega começará a cobrar. E lá vamos nós”.
Lutnick, no entanto, indicou que Trump permanece aberto a diálogo com “grandes economias” — mas sem garantias de concessões.
Enquanto isso, o governo brasileiro — sob comando do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB) — parece não ter obtido qualquer avanço real. Mesmo após uma conversa de 50 minutos com Lutnick, o resultado foi nulo.
“Destacamos que o presidente Lula orientou que não haja contaminação ideológica”, disse Alckmin, ignorando o fato de que o próprio Lula vem usando o episódio para atacar seus adversários.
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